Os Cavaleiros Templários foram os primeiros fundadores de ordens militares na Idade Média e serviram de modelo para as restantes. Marcaram a história pelo seu humilde começo, pela extraordinária expansão e por um trágico fim.
O SEU HUMILDE COMEÇO
Logo após a libertação de Jerusalém, os Cruzados, considerando o seu voto cumprido, retornaram em massa para suas casas. A defesa desta conquista precária, cercada como estava por vizinhos muçulmanos, permaneceu. Em 1118, durante o reinado de Balduíno II, Hugues de Payens, um cavaleiro de Champagne, e oito companheiros, comprometeram-se por um voto perpétuo, feito na presença do Patriarca de Jerusalém, a defender o reino cristão. Balduíno aceitou os seus serviços atribuiu-lhes uma parte do seu palácio, adjacente ao templo da cidade; daí seu título “pauvres chevaliers du temple” (Pobres Cavaleiros do Templo). Realmente eram pobres, reduzidos a viver de esmolas, e, enquanto eram apenas nove, mal estavam preparados para prestar serviços importantes, a menos que fosse como escolta para os peregrinos no seu caminho de Jerusalém às margens do Jordão, então frequentado como lugar de devoção.
Os Templários ainda não tinham hábito nem regra distintivos. Hugues de Payens viajou para o Ocidente em busca da aprovação da Igreja Latina e para obter novos recrutas. No Concílio de Troyes (1128), ao qual assistiu e no qual São Bernardo foi o espírito líder, os Cavaleiros Templários adoptaram a Regra Primitiva, inspirada na Regra de São Bento, recentemente reformada pelos Cistercienses. Aceitaram manter não apenas os três votos perpétuos (pobreza, castidade e obediência), mas também as regras austeras relativas à capela, ao refeitório e ao dormitório. Eles também adoptaram o hábito branco dos Cistercienses, acrescentando-le uma cruz vermelha.
Apesar da austeridade da regra monástica, os recrutas acorreram à nova ordem, que doravante compreendia quatro categorias de irmãos:
- os cavaleiros, equipados como a cavalaria pesada da Idade Média;
- os sargentos, que formavam a cavalaria leve;
e duas categorias de homens não combatentes:
- os servidores, encarregados da administração dos bens temporais;
- os capelães, que eram investidos de ordens sacerdotais, para atender às necessidades espirituais da ordem.

O SEU CRESCIMENTO ADMIRÁVEL
A ordem deveu o seu rápido crescimento em popularidade ao facto de que combinava as duas grandes paixões da Idade Média, fervor religioso e destreza militar. Mesmo antes dos Templários provarem o seu valor, as autoridades eclesiásticas e leigas cumularam-nos de favores de todo tipo, espiritual e temporalmente. Os papas colocaram-nos sob sua protecção imediata, isentando-os de toda outra jurisdição, episcopal ou secular. A sua propriedade foi assimilada às propriedades da igreja e isenta de todos os impostos, mesmo dos dízimos eclesiásticos, enquanto as suas igrejas e cemitérios não podiam ser colocados sob interdição. Isso gerou conflitos com o clero da Terra Santa, na medida em que o aumento da propriedade fundiária da ordem levou, devido à sua isenção de dízimos, à diminuição da receita das igrejas, e as interdições, naquela época usadas e abusadas pelo episcopado, tornaram-se, até certo ponto, inoperantes onde a ordem tinha igrejas e capelas em que o culto divino era regularmente realizado.
Já em 1156, o clero da Terra Santa tentou conter os privilégios exorbitantes das ordens militares, mas em Roma todas as objecções foram ignoradas, resultando numa crescente antipatia por parte do clero secular contra as ordens. Os benefícios temporais que a ordem recebeu de todos os soberanos da Europa não foram menos importantes. Os Templários tinham comendas em cada estado. Em França, formaram nada menos que onze bailiados, subdivididos em mais de quarenta e duas comendas; na Palestina, foi em grande parte com a espada na mão que os Templários estenderam suas possessões às custas dos maometanos. Os seus castelos ainda são famosos devido às notáveis ruínas que restam: Safed, construído em 1140; Karak do deserto (1143); e, o mais importante de todos, o Castelo do Peregrino, construído em 1217 para guardar um desfiladeiro estratégico na costa marítima.
Nesses castelos, que eram tanto mosteiros quanto quartéis de cavalaria, a vida dos Templários era cheia de contrastes. Um contemporâneo descreve os Templários como “leões na guerra e cordeiros em casa; cavaleiros ásperos no campo de batalha, monges piedosos nas suas capelas; formidáveis contra os inimigos de Cristo, a gentileza em pessoa para seus aliados” (Jacques de Vitry). Tendo renunciado a todos os prazeres da vida, eles enfrentavam a morte com uma indiferença assumida; eram os primeiros a atacar, os últimos a recuar, sempre dóceis à voz do seu líder, a disciplina do monge sendo adicionada à disciplina do soldado. Como exército, nunca foram muito numerosos. Um contemporâneo relata que havia 400 cavaleiros em Jerusalém no auge de sua prosperidade; a mesma fonte não dá o número de sargentos, que eram mais numerosos. Mas era um corpo de homens seleccionados que, pelo nobre exemplo, inspirava o restante das forças cristãs. Eles eram, assim, o terror dos maometanos. Se fossem derrotados, era sobre eles que o vencedor despejava a sua fúria, tanto mais porque eram proibidos de se oferecer ao resgate. Quando capturados, recusavam com desdém a liberdade oferecida mediante a condição de apostasia. No cerco de Safed (1264), no qual noventa Templários encontraram a morte, outros oitenta foram feitos prisioneiros e, recusando-se a renegar Cristo, morreram mártires da Fé. Essa fidelidade custou-lhes caro. Estima-se que, em menos de dois séculos, quase 20.000 Templários, cavaleiros e sargentos, pereceram em guerra.
Essas frequentes hecatombes tornaram difícil para a ordem aumentar o seu número e também causaram a decadência do verdadeiro espírito cruzado. Como a ordem era compelida a fazer uso imediato dos recrutas, o artigo da regra original em latim que exigia um período probatório caiu em desuso. Até homens excomungados, que, como muitos cruzados, desejavam expiar seus pecados, eram admitidos. Tudo o que se exigia a um novo membro era uma obediência rígida, tão imperativa no soldado quanto no monge. Tinha que se declarar para sempre “serf et esclave de la maison” (texto em francês da regra). Para provar a sua sinceridade, ele era submetido a um teste secreto cuja natureza jamais foi descoberta, embora tenha dado origem às acusações mais extraordinárias. A grande riqueza da ordem também pode ter contribuído para certa laxidão moral, mas a acusação mais grave contra a Ordem foi o seu orgulho insuportável e amor ao poder. No auge de sua prosperidade, dizia-se que possuía 9.000 propriedades. Com receitas acumuladas, haviam amealhado grande riqueza, que foi depositada nos seus templos em Paris e Londres. Numerosos príncipes e particulares haviam depositado lá as suas propriedades pessoais, devido à integridade e sólida credibilidade de tais banqueiros. Em Paris, o tesouro real era guardado no Templo. Completamente independente, excepto da autoridade distante do papa, e possuindo poder igual ao dos principais soberanos temporais, a Ordem logo assumiu o direito de dirigir o governo fraco e irresoluto do Reino de Jerusalém, um reino feudal transmissível através das mulheres e exposto a todas as desvantagens de minorias, regências e discórdias domésticas.
No entanto, os Templários logo foram confrontados pela Ordem dos Hospitalários, que por sua vez se tornou militar e foi inicialmente a imitadora e posteriormente a rival dos Templários. Essa interferência mal cronometrada das ordens no governo de Jerusalém apenas multiplicou as dissensões intestinas, e isso num momento em que o formidável poder de Saladino ameaçava a própria existência do Reino Latino. Enquanto os Templários se sacrificavam com a sua coragem habitual nessa luta final, foram, no entanto, em parte responsáveis pela queda de Jerusalém.
Para acabar com essa rivalidade prejudicial entre as ordens militares, havia um remédio muito simples, a sua fusão. Isso foi oficialmente proposto por São Luís no Concílio de Lyon (1274). Foi proposto novamente em 1293 pelo Papa Nicolau IV, que convocou uma consulta geral sobre esse ponto dos estados cristãos. Essa ideia é debatida na época, exigindo-se ou uma fusão das ordens existentes ou a criação de uma terceira ordem para suplantá-las. Na verdade, nunca a questão dos cruzados foi tão ansiosamente adoptada após seu fracasso.
Como neto de São Luís, Filipe, o Belo, não poderia permanecer indiferente a essas propostas. Como o príncipe mais poderoso de sua época, a direcção do movimento pertencia-lhe. Para assumir essa direcção, tudo o que ele exigia eram os suprimentos necessários de homens e especialmente de dinheiro. Assim nasceu a sua campanha para a supressão dos Templários. Isso foi atribuído inteiramente à sua conhecida cupidez. Mesmo com essa suposição, ele precisava de um pretexto, pois não poderia, sem sacrilégio, colocar as mãos em possessões que faziam parte do domínio eclesiástico. Para justificar tal curso, a sanção da Igreja era necessária, e o rei só poderia obtê-la mantendo o propósito sagrado para o qual as possessões estavam destinadas. Admitindo que fosse suficientemente poderoso para avançar sobre a propriedade dos Templários em França, ainda precisava da concordância da Igreja para controlar suas possessões nos outros países da cristandade. Esse era o propósito das negociações astutas desse soberano teimoso e de seus conselheiros ainda mais traiçoeiros, com Clemente V, um papa francês de caráter fraco e facilmente enganado. O rumor de que houve um acordo prévio entre o rei e o papa foi finalmente descartado. Uma revelação duvidosa, que permitiu a Filipe tornar a perseguição aos Templários como hereges uma questão de ortodoxia, deu a oportunidade que ele desejava para invocar a acção da Santa Sé.

O SEU TRÁGICO FIM
No julgamento dos Templários, houve duas fases distintas: a comissão real e a comissão papal.
Primeira fase: a comissão real
Filipe, o Belo, fez uma investigação preliminar e, com base em supostas revelações de alguns membros indignos e degradados, foram enviadas ordens secretas por toda a França para prender todos os Templários no mesmo dia (13 de outubro de 1307) e submetê-los a um exame rigoroso. O rei fez isso, aparentemente, a pedido dos inquisidores eclesiásticos, mas na realidade sem a cooperação deles.
Nesta investigação, a tortura, cujo uso foi autorizado pelo cruel procedimento da época nos casos de crimes cometidos sem testemunhas, foi implacavelmente empregada. Devido à falta de evidências, os acusados só podiam ser condenados por meio de sua própria confissão e, para extrair essa confissão, o uso da tortura era considerado necessário e legítimo.
Havia uma característica na organização da ordem que suscitava suspeitas, o sigilo com que os ritos de iniciação eram conduzidos. O sigilo é explicado pelo facto de que as recepções sempre ocorriam em capítulo, e os capítulos, devido às questões delicadas e graves discutidas, eram, e necessariamente tinham que ser, realizados em segredo. Uma indiscrição no assunto do sigilo acarretava a exclusão da ordem. No entanto, o sigilo dessas iniciações tinha duas graves desvantagens.
Como essas recepções poderiam ocorrer onde quer que houvesse um comando, elas eram realizadas sem publicidade e estavam livres de toda vigilância ou controle das autoridades superiores, os testes sendo confiados à discrição de subalternos que muitas vezes eram rudes e incultos. Nessas condições, não é de admirar que abusos ocorressem. Basta lembrar o que acontecia quase diariamente na época nas irmandades de artífices, a iniciação de um novo membro sendo frequentemente a ocasião de uma paródia mais ou menos sacrílega do baptismo ou da missa.
A segunda desvantagem desse sigilo era que ele dava oportunidade aos inimigos dos Templários, e eles eram numerosos, para inferir a partir deste mistério todas as suposições maliciosas concebíveis e basear sobre ele as imputações monstruosas. Os Templários foram acusados de cuspir na Cruz, de negar Cristo, de permitir a sodomia, de adorar um ídolo, tudo no mais impenetrável sigilo. Assim era a Idade Média, quando o preconceito era tão veemente que, para destruir um adversário, os homens não deixavam de inventar as acusações mais criminosas. Basta lembrar as acusações semelhantes, mas ainda mais ridículas do que ignominiosas, feitas contra o Papa Bonifácio VIII pelo próprio Filipe, o Belo.
A maioria dos acusados declarou-se culpada desses crimes secretos depois de serem submetidos a torturas tão duras que muitos deles sucumbiram. Alguns fizeram confissões semelhantes sem o uso de tortura, é verdade, mas por medo dela; a ameaça tinha sido suficiente. Esse foi o caso do próprio grão-mestre, Jacques de Molay, que reconheceu mais tarde ter mentido para salvar a sua vida.
Conduzida sem a autorização do papa, que tinha as ordens militares sob sua jurisdição imediata, esta investigação foi radicalmente corrupta tanto na sua intenção quanto no seu procedimento. Não só Clemente V fez um protesto enérgico, mas também anulou todo o julgamento e suspendeu os poderes dos bispos e dos inquisidores. No entanto, a ofensa foi admitida e permaneceu como base irrevogável de todo o subsequente procedimento. Filipe, o Belo, aproveitou a situação para receber, pela Universidade de Paris, o título de Campeão e Defensor da Fé, e também para agitar a opinião pública nos Estados Gerais de Tours contra os crimes hediondos dos Templários. Além disso, conseguiu que as confissões dos acusados fossem confirmadas na presença do papa por setenta e dois Templários, que foram especialmente escolhidos e treinados para a ocasião. Diante dessa investigação em Poitiers (junho de 1308), o papa, até então céptico, finalmente abriu uma nova comissão, cujo procedimento ele mesmo dirigiu. Reservou a causa da ordem para a comissão papal, deixando os indivíduos serem julgados pelas comissões diocesanas às quais ele restaurou os poderes.
Segunda fase: a comissão papal
A segunda fase do processo foi a investigação papal, que não se restringiu a França, mas se estendeu a todos os países cristãos da Europa, e até mesmo ao Oriente. Na maioria dos outros países – Portugal, Espanha, Alemanha, Chipre – os Templários foram considerados inocentes; na Itália, excepto por alguns distritos, a decisão foi a mesma. Mas em França, as inquirições episcopais, retomando suas actividades, tomaram os factos como estabelecidos no julgamento e limitaram-se a reconciliar os membros culpados arrependidos, impondo várias penitências canónicas que se estendiam mesmo à prisão perpétua. Apenas aqueles que persistiram na heresia seriam entregues ao braço secular, mas, por uma interpretação rígida dessa disposição, aqueles que retiraram as suas confissões anteriores foram considerados hereges reincidentes; assim, cinquenta e quatro Templários que se tinham retratado depois de terem confessado, foram condenados como reincidentes e publicamente queimados em 12 de maio de 1310. Posteriormente, todos os outros Templários, que foram examinados no julgamento, com muito poucas excepções, declararam-se culpados.
Ao mesmo tempo, a comissão papal, nomeada para examinar a causa da ordem, iniciou os seus trabalhos e reuniu os documentos que seriam submetidos ao papa e ao concílio geral convocado para decidir sobre o destino final da ordem. A culpabilidade de pessoas individuais, que era considerada estabelecida, não implicava a culpa da ordem. Embora a defesa da ordem tenha sido mal conduzida, não foi possível provar que a ordem, como um todo, professasse alguma doutrina herética, ou que uma regra secreta, distinta da regra oficial, fosse praticada. Consequentemente, no Concílio Geral de Vienne, no Delfinado, em 16 de outubro de 1311, a maioria foi favorável à manutenção da ordem.
O papa, irresoluto e atormentado, finalmente adoptou um meio-termo: decretou a dissolução, não a condenação da ordem, e não por sentença penal, mas por um Decreto Apostólico (Bula de 22 de março de 1312). Tendo sido suspensa a ordem, o próprio papa deveria decidir sobre o destino dos seus membros e a disposição dos bens. Quanto à propriedade, foi entregue à Ordem rival dos Hospitalários para ser aplicada ao seu uso original, ou seja, a defesa dos Lugares Santos. Em Portugal, no entanto, e em Aragão, as possessões foram transmitidas em duas novas ordens, a Ordem de Cristo em Portugal e a Ordem de Montesa em Aragão. Quanto aos membros, os Templários reconhecidos como inocentes foram autorizados a juntar-se a outra ordem militar ou a retornar ao estado secular. Neste último caso, uma pensão vitalícia, custeada pelas posses da ordem, era concedida. Por outro lado, os Templários que se declararam culpados perante os seus bispos deveriam ser tratados “de acordo com os rigores da justiça, temperados por uma generosa misericórdia”.
O papa reservou para seu próprio julgamento a causa do grão-mestre e seus três primeiros dignitários. Eles tinham confessado a culpa; restava reconciliá-los com a Igreja, depois que tivessem testemunhado o seu arrependimento com a solenidade habitual. Para dar a esta solenidade mais publicidade, um palanque foi erguido em frente a Notre-Dame para a leitura da sentença. Mas no momento supremo, o grão-mestre recuperou a sua coragem e proclamou a inocência dos Templários e a falsidade das alegadas confissões. Para expiar este momento de fraqueza lamentável, declarou-se pronto a sacrificar a sua vida. Ele sabia do destino que o aguardava. Imediatamente após esse golpe inesperado, foi preso como herege reincidente com outro dignitário que optou por compartilhar o seu destino, e por ordem de Filipe, foram queimados na fogueira diante dos portões do palácio. Esta morte corajosa impressionou profundamente o povo, e, como aconteceu que o papa e o rei morreram pouco depois, a lenda espalhou-se de que o grão-mestre, no meio das chamas, havia convocado ambos a comparecer no decorrer do ano perante o tribunal de Deus.
Este foi o trágico fim dos Templários. Se considerarmos que a Ordem dos Hospitalários herdou, embora não sem dificuldades, os bens dos Templários e recebeu muitos de seus membros, podemos dizer que o resultado do julgamento foi praticamente equivalente à fusão há muito proposta das duas ordens rivais. Pois os Cavaleiros (primeiro de Rodes, depois de Malta) assumiram e continuaram em outros lugares o trabalho dos Cavaleiros do Templo.
Este formidável julgamento, o maior já trazido à luz, seja pelo grande número de acusados, pela dificuldade de descobrir a verdade a partir de uma massa de evidências suspeitas e contraditórias, ou pelas muitas jurisdições em actividade simultaneamente em todas as partes do Cristianismo, desde a Grã-Bretanha até Chipre, ainda não acabou. Ele ainda é discutido apaixonadamente por historiadores que se dividiram em dois campos, a favor e contra a ordem. Para mencionar apenas os principais, os seguintes consideram a ordem culpada: Dupuy (1654), Hammer (1820), Wilcke (1826), Michelet (1841), Loiseleur (1872), Prutz (1888) e Rastoul (1905); os seguintes a consideram inocente: Padre Lejeune (1789), Raynouard (1813), Havemann (1846), Ladvocat (1880), Schottmuller (1887), Gmelin (1893), Lea (1888), Fincke (1908). Sem tomar partido nesta discussão, que ainda não está esgotada, podemos observar que os documentos mais recentes trazidos à luz, particularmente aqueles que Fincke recentemente extraiu dos arquivos do Reino de Aragão, cada vez mais favorecem a ordem.

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Informações de publicação
Escrito por Charles Moeller. Transcrito por Sean Hyland.
A Enciclopédia Católica, Volume XIV. Publicado em 1912. Nova York: Robert Appleton Company. Nihil Obstat, 1º de julho de 1912. Remy Lafort, S.T.D., Censor. Imprimatur. +John Cardeal Farley, Arcebispo de Nova York
