Após a suspensão da Ordem do Templo pelo Papa Clemente V em 1312, muitos Templários conseguiram escapar da perseguição e procuraram refúgio em várias partes da Europa. Em alguns países, eles não foram julgados nem presos. Em outros, foram simplesmente considerados inocentes. Ao longo do tempo, várias ordens e organizações sucessoras surgiram, cada uma com seus próprios objectivos e afiliações. Aqui está uma visão geral de alguns dos desenvolvimentos mais notáveis:

  1. Ordem de Cristo (Ordo Christi):
    • A continuidade mais proeminente e historicamente documentada da tradição dos Templários ocorreu em Portugal. Em 1319, o Rei Dom Dinis de Portugal negociou com o Papa a transformação dos Templários portugueses numa nova ordem chamada Ordem de Cristo. Esta ordem foi liderada pela família real portuguesa durante o século XV e desempenhou um papel significativo na Era das Descobertas, apoiando viagens e expedições no século XV e XVI. Exploradores notáveis como Vasco da Gama e Pedro Álvares Cabral eram membros da ordem, cujos navios tinham as insígnias (cruz grega vermelha sobre fundo branco) nas suas velas de navegação.
  2. Ordem de Montesa:
    • Na Coroa de Aragão (incluindo partes da Espanha moderna e da Catalunha), os Templários foram absorvidos na recém-criada Ordem de Montesa. A Ordem de Montesa foi estabelecida em 1317 com a aprovação do Papa João XXII e acolheu antigos Templários, integrando as suas tradições, recursos e possessões. Continuou a existir durante vários séculos e desempenhou um papel na Reconquista e em outras campanhas militares na Península Ibérica.

O ideal Templário foi posteriormente revivido no século XVIII pela Estrita Observância Templária de origem alemã, intimamente ligada às casas reais europeias e à Maçonaria do seu tempo.

Em 1804, Fabré-Palaprat fundou a Ordre du Temple (Ordem do Templo) em França, que pretendia ser um renascimento da histórica Ordem dos Templários. Documentos de um Conclave datado de 1705, que havia ocorrido em Versalhes, foram publicados e, embora inicialmente não reconhecida oficialmente pelo governo francês, a Ordem tornou-se popular entre as tropas e Napoleão Bonaparte aprovou suas actividades públicas e cerimónias religiosas. Mais tarde, Napoleão III reconheceria a Ordem e a adicionaria às Ordens do Império, conferindo-lhe legitimidade.

O OSMTHU (Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolimitany Universalis), tanto nos seus ramos Soberano quanto Secular, descende em linha directa de transmissão da Ordem de Palaprat, acrescentando outras linhagens da tradição de Cavalaria Espiritual mais antigas.